Especuladores
São a maioria do mercado e estão interessados em auferir ganhos com as flutuações de preços. Podem usar tanto análises
fundamentalistas quanto gráficas. Nos contratos futuros de commodities, os gráficos seguem movimentos muito mais definidos, por isso agradam tanto os analistas gráficos. Pelo ponto de vista dos fundamentos, observa-se em commodities principalmente oferta x demanda. Uma dica para se inteirar sobre os fundamentos é acompanhar os relatórios ao final do dia do Mercado Futuro.
Exemplo de um trade de investidor (especulador):
- Após análise das informações disponíveis sobre o mercado de boi, o investidor acha que os preços subirão e decide comprar 10 contratos de boi.
- Supõe-se que o preço esteja em R$ 92,00/@.
- Se a margem de cada contrato é R$ 1.700,00, o investidor precisará de R$ 17.000,00 de margem.
COMPRA 10 contratos em R$ 92,00/@.
- Acertou sua análise e o mercado subiu até seu objetivo em R$ 94,00.
VENDA 10 contratos em R$ 94,00/@.
= LUCRO DE R$ 2,00 por arroba X 330 arrobas = R$ 660,00 por contrato X 10 contratos = R$6.600,00
Conclusão:
A oscilação de preço foi de R$ 92,00 para R$ 94,00 (2,17%). Porém, como o investidor precisou de uma margem de apenas R$17.000,00 e teve um ganho de R$6.600,00, o ganho real foi de 31%!
Obs.: assim que zerar a posição, a margem de garantia é devolvida.
Hedgers são os participantes do mercado ligados ao produto físico.
Os vendedores têm o produto físico, como os produtores rurais e suas cooperativas. Eles entram no mercado procurando um “seguro”
contra uma eventual baixa de preços em uma data pr& eacute;-determinada no futuro (data da comercialização da safra agrícola).
Os compradores são os
que precisam do produto como matéria-prima para a sua atividade. Eles buscam o mercado futuro para assegurar o preço de seu insumo e garantir
o custo de seu produto final.
Exemplo de uma operação de proteção (hedge):
Quantidade: 3 mil sacas.
Custo por saca: R$ 15,83.
Cada contrato de milho na bolsa é composto por 450 sacas, portanto:
3 mil sacas/450 sacas = 7 contratos.
Supondo-se que a intenção seja vender em setembro e que o mercado atual referente a setembro esteja em bons patamares, é possível
“travar” o preço na Bolsa para garantir o valor atual, mesmo que no futuro (setembro) ele venha a cair.
Nesse caso, é necessário, antes de tudo, abrir conta em uma corretora e depositar uma margem de garantia. No caso do contrato com vencimento
em setembro, por exemplo, a margem para o produtor é de R$ 1.000,00/contrato. Multiplicando-se por sete contratos, a margem total exigida é
de R$ 7.000,00.
*Para cadastrar-se como hedger, é necessário apresentar a nota de venda física à corretora.
Tomando como base um valor de R$ 24,50/saca em Campinas (SP) e o diferencial de base histórico para a região de Cascavel (PR), que é
de R$ 3,50/saca, procura-se realizar o hedge em R$ 21,00/saca.
Supondo-se que o mercado físico caia para R$ 20,00/saca, temos:
BM&F: 24,50 – 20,00 = 4,50 * 3.000 sacas = R$ 13.500,00.
Físico: 21,00 – 3,50 = 17,50 + 4,50 = R$22,00 (hedge em 21,00/saca).
Supondo-se que o mercado físico suba para R$ 25,50/saca, temos:
BM&F: 24,50 – 25,50 = -1,00 * 3.000 sacas = R$-3.000.
Físico: 25,50 – 3,50 = 22,00 - 1,00 = R$21,00 (hedge em 21,00/saca).
Conclusão:
Com um custo por saca de US$ 15,83, o lucro líquido foi de R$ 5,17/saca, tanto com o mercado em alta como com ele em baixa.
Obs.: no vencimento do contrato, a margem de garantia será devolvida.