Estimular a adesão de novas pessoas ao Mercado de Capitais, por meio de um intenso e rigoroso plano de educação financeira espalhado pelas principais cidades brasileiras, além de oferecer um serviço de atendimento personalizado para os nossos clientes, sempre com os mais elevados padrões éticos e profissionais.
Acredito que a nossa história seja muito diferente das histórias de outras instituições financeiras brasileiras. Iniciamos nossas atividades em 2001 como uma empresa de agentes autônomos de investimentos.
A primeira sede da empresa era uma sala de 40m² em Porto Alegre, equipada com 10 computadores usados comprados em uma lan house da cidade. Como não tínhamos dinheiro, tivemos de optar entre fazer uma sala de clientes ou uma sala de reunião. A opção foi pela sala de clientes, e por isso me lembro de muitas reuniões de abertura de contas feitas no corredor do prédio ou de pé, em frente à mesa de operações.
Naquele momento éramos apenas três jovens, sendo um deles uma menina de 21 anos que acabara de se formar e que tinha sido transformada em sócia por não termos condições financeiras de contratá-la. Precisávamos oferecer algo que a estimulasse a continuar na empresa, e não poderia ser dinheiro. Até por que não o tínhamos.
O tempo acabou nos mostrando que essa pessoa seria uma das mais competentes com quem trabalhamos.
Desde o início queríamos montar uma empresa voltada para pessoas físicas, mas, há sete anos atrás, o cenário não era muito estimulante: juros elevados, instabilidade política e crises internacionais. Não havia ambiente para as pessoas físicas iniciarem seus investimentos em ações, e o Brasil não tinha cultura de investimento em renda variável.
Fizemos muitas visitas de "porta a porta", tentando convencer empresários, médicos, engenheiros, advogados, entre outros, a iniciarem seus investimentos em Bolsa com a nossa empresa, mas o resultado foi praticamente nenhum. Percebemos que, se não investíssemos em Educação, de forma que as pessoas entendessem profundamente o assunto, seria muito difícil quebrar esse paradigma brasileiro.
O começo foi duro. Eu, por muitas vezes, pensei em voltar para o RJ (minha cidade natal) e abandonar o projeto. Mas lá no fundo tinha certeza de que daria certo.
Em 2002, a Bolsa brasileira começou a se valorizar, e as pessoas começaram a se interessar pelo assunto. Era tudo que faltava para começarmos a fazer o nosso negócio dar certo.
Aumentamos a equipe contratando mais operadores, desenvolvemos um modelo de atendimento de clientes, ampliamos o nosso espaço físico e trabalhamos muito. Eram 18 horas por dia, 7 dias por semana. O nosso trabalho passou a ser reconhecido pelos clientes, e começamos a explorar outras regiões do Sul e Sudeste do Brasil, montando filiais.
Começava a nascer a XP Educação, que nada mais era do que a profissionalização das palestras e dos cursos que eram feitos por nós mesmos meses antes.
Sabíamos que precisávamos de mais pessoas que olhassem o negócio com os mesmos olhos de dono e, acima de tudo, que complementassem nossas características. Assim, criamos a política de trabalho baseada em meritocracia, ética e transparência. Esse mesmo modelo se repete até os dias de hoje, e, mais do que nunca, todos que são referência e fazem a diferença transformam-se no nosso principal ativo e nos ajudam a continuar fazendo a nossa história. Formamos um time de altíssimo nível em todas as áreas, com profissionais que compartilham dos mesmos sonhos e desafios.
Desde o começo, trabalhamos pelo desafio de fazer algo diferente, com amor, honestidade e determinação. Foi assim que hoje nos transformamos em uma instituição financeira com mais de 900 colaboradores, 50000 clientes, mais de 2,5 bilhões em custódia e com mais de 120 escritórios e afiliados garantindo forte presença nas principais capitais brasileiras.
Alguns acreditam em sorte ou destino. Eu prefiro acreditar em trabalho.
Não descansaremos enquanto houver algo a ser feito.
GUILHERME BENCHIMOL
Sócio-Fundador da XP Investimentos